CIETT 2010
Regulamentação internacional pela convenção 181 da OIT
Proposta unifica direitos e aproxima agências de emprego públicas e privadas
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| Representantes de lideranças empresariais e dos trabalhadores dispostos a discutir divergências |
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| A jornalista alemã Conny Czymoch mediou os debates |
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| Donna Koeltz, da OIT, defendeu a ratificação da Convenção 181 |
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| David Arkless Convenção facilita inserção de trabalhadores |
O primeiro painel de debates abordou a ratificação da Convenção 181 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1997, como a mais indicada para unificar a garantia de direitos trabalhistas entre países. Como o Trabalho Temporário e a Terceirização estão entre as melhores práticas para atender às necessidades de empresas e trabalhadores, o reconhecimento das normas da OIT poderia aperfeiçoar esse relacionamento. O painel foi mediado pela jornalista alemã Conny Czymoch.
O CIETT segue a orientação da Convenção, que aplica os mesmos critérios de organização para as duas atividades. No Brasil, cada setor é ainda visto separadamente. Donna Koeltz, da OIT, defendeu a ratificação e disse que, além das 23 nações atuais, outras 36 estão em fase de aprovação. “A Eslováquia ingressou recentemente e, em breve, a Tunísia e o Egito também farão parte da lista”, exemplificou.
Segundo ela, a ratificação da Convenção 181 legitima o papel das agências privadas de emprego – porta de entrada para jovens no mercado de trabalho. “Pesquisas comprovam que muitos preferem experimentar trabalhos temporários antes de se estabelecerem em emprego fixo”, lembrou, afirmando que aderir às normas “é uma forma eficaz de filtrar as empresas irregulares”.
Interpretando a visão das empresas, o diretor de negócios da Manpower na Inglaterra, David Arkless, corroborou a noção de que a Convenção 181 representa segurança jurídica. “O objetivo é dar oportunidade de trabalho íntegro e contribuir para as economias dos mercados emergentes, além de dar credibilidade às empresas sérias.” Segundo ele, maior tempo de desemprego significa maior dificuldade de recolocação. “Um sistema como o da OIT facilita a inserção dos trabalhadores no mercado. Além disso, sem uma política de emprego séria é a informalidade, o desrespeito e o abuso que preenchem essa lacuna”, alertou.
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