CIETT 2010
Futuro do trabalho: dignidade com sustentabilidade
Desafio é entender que o mundo mudou muito nos últimos anos
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| Max Gehringer recebe os cumprimentos de Vander Morales e Lívio Giosa |
O consultor e administrador de empresas Max Gehringer foi o primeiro palestrante do CIETT, destacando o futuro nas relações de trabalho. Para ele, o conceito de emprego está mudando, principalmente devido à tecnologia. “Cada vez mais os processos são simplificados, o que contribui para a redução de postos de trabalho.” Como exemplo, citou a produção de automóveis: na década de 60, eram necessários 18 mil homens/hora para a produção de uma unidade e, hoje, o mesmo produto demanda apenas 2,2 mil homens/hora.
Além disso, os processos de fusão entre empresas também resultam em desemprego, situação agravada pela entrada no mercado de jovens de 18 a 25 anos em situação de primeiro emprego. “O grande desafio é perceber que, com as mudanças dos últimos 20 anos, o emprego para a vida toda não existe mais”, resume. No Brasil, apontou, as escolas técnicas são os grandes gargalos do emprego. “Criou-se a cultura da universidade como garantia de emprego. Resultado: temos muitos bacharéis e poucos tecnólogos.”
No país, as pequenas e microempresas somam 92% do total. Juntas, elas empregam 86% dos trabalhadores. Segundo Gehringer, grande parte dessas organizações está no setor de prestação de serviços. “Há um progresso que nos trouxe até aqui e que é irreversível. Por essa razão é que a legislação trabalhista precisa ser revista, sem ignorar a Terceirização.”
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