CIETT 2010
Terceirização e Trabalho Temporário confirmam seu potencial

Durante dois dias, e pela primeira vez, o Brasil recebeu os mais renomados especialistas e profissionais das áreas de emprego e recursos humanos no cenário nacional e internacional para o Congresso Mundial de Terceirização e Trabalho Temporário (CIETT 2010). Com mais de 500 participantes, este foi o segundo maior evento realizado pela Confederação Mundial da atividade
Por Danielle Borges, Giovanna Zanaroli e Camila Vasconcellos
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| Vander, na abertura: O emprego formal bateu recorde nos primeiros quatro meses de 2010, com 305 mil vagas. O que poucos sabem é que muitas dessas vagas foram abertas a partir do indiscutível avanço da Terceirização e do Trabalho Temporário – setor que é uma porta de entrada para o mercado, não apenas para os jovens em situação de primeiro emprego, como para desempregados mais maduros |
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| Horácio De Martini, presidente do CIETT setor combate a informalidade e o desemprego |
Participaram do Congresso, realizado no WTC, em São Paulo, representantes de mais de 20 países que compartilharam experiências e práticas de sucesso na gestão de negócios. Paralelamente, ocorreu o 1º Fórum Brasil de Relações do Trabalho, que reuniu empresários, governo e trabalhadores em debates abordando as exigências de modernização das atuais relações de trabalho.
Para Vander Morales, presidente da Asserttem e do Sindeprestem, entidades promotoras do evento, os principais objetivos foram alcançados: promover a interlocução sobre as tendências do emprego no mundo, além de aprofundar o debate sobre Terceirização entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor. “Nossa expectativa é que, agora, e aqui no Brasil, possamos melhor desenvolver a atividade, por meio do diálogo, além de alcançar a regulamentação de que necessitamos para a prestação de serviços especializados.”
Na avaliação do vice-presidente das duas entidades, Fernando Calvet, a presença das Centrais Sindicais avançou principalmente na direção de se regulamentar a Terceirização no Brasil. “A participação dos representantes dos trabalhadores esquentou as discussões sobre a necessidade da legislação, diluindo equívocos”, sintetizou.
O conceito de trabalho livre foi tema recorrente, ou seja, conceder ao cidadão o direito de passar por diferentes experiências de trabalho sem abrir mão de direitos. A tendência de valorização do trabalhador temporário e especializado também fixou consenso no evento.
A realização do CIETT abriu caminho para a ratificação pelo país da Convenção 181, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre questões relativas ao Trabalho Temporário. Vander Morales acredita que, com isso, as discussões sobre o tema ganharam novo fôlego, o que pode fazer o Brasil integrar a Convenção, hoje apenas com 23 signatários.
Durante a abertura do evento, o argentino Horácio De Martini, presidente da Confederação Internacional de Empresas de Trabalho Temporário (CIETT), ressaltou o setor como atividade fundamental no combate à informalidade e o desemprego. “Atualmente, há cerca de 45 milhões de pessoas desempregadas no mundo por causa da crise. Só nossa atividade emprega, em média, 10 milhões de pessoas ao ano em vários países. Os números comprovam que somos, portanto, um canal eficiente para a recuperação da economia.”
O evento recebeu visitantes de países desenvolvidos e emergentes, entre eles Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Portugal, Bélgica, Espanha, Áustria e Itália, além de Colômbia, Argentina, Uruguai e México – estes últimos representados pela Confederação Latino-Americana das Empresas de Trabalho Temporário e Terceirização (Clett&A), cujo presidente, Omar Ávila, proferiu palestra detalhando as realidades específicas de cada uma das nações integrantes da entidade. A reunião oficializou também a entrada da Austrália no CIETT.
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